Polo de Fotografia

Posted by polodefotografia em 09/09/2008


Estava todo mundo lá…

De Ansel Adams, a Adriana Varejão. De Pierre Verger a Miguel Rio Branco.

Mas no primeiro leilão não beficiente de Fotografia, a festa da imagem premiou principalmente aquele que não se diz unicamente fotógrafo, já que pinta, esculpe, cola e pede para outros fazerem as fotos de suas obras: Vik Muniz.

Sua representação da belle de jour Catherine Deneuve em diamantes – imagem ao lado, capa do catálogo do leilão promovido pela Bolsa de Arte – teve o maior lance da noite (R$ 270 mil), mais de R$ 120 mil acima do lance esperado pelos organizadores.

É claro que o valor ainda está bastante aquém das cifras milionárias que as fotografias vêm atingindo no mercado mundial.


Mas demonstra um apetite renovador para este segmento, restrito até então às galerias de arte e funciona como um termômetro para saber a quantas anda a disposição do investidor para com a imagem fotográfica.

Pouquíssimas obras “encalharam”, ou seja, não foram arrematadas. Sinal de que a fotografia está em alta, pelo menos entre os investidores deste mercado que, ao contrário do financeiro, vai muito bem, obrigado. Adriana Varejão

Tanto que, o presidente da Bolsa de Arte, e organizador do evento, Jones Bergamin, já prevê para 2009 a realização de dois leilões de fotografia e não mais apenas um anual.

Em entrevista ao Pólo de Fotografia, Bergamin comentou que a demanda pela arte fotográfica já vinha sendo sentida nos leilões anteriores realizados bolsa, onde estavam presentes alguma mostra desta categoria.


Miguel Rio Branco

Isso motivou a separação da fotografia em um único certame para medir o real interesse pelas obras. E o tiro foi certeiro.

Criada em 1970, pelo empresário José Carvalho, a Bolsa de Arte vem, desde então, movimentando o mercado de artes brasileiro através da realização de leilões.

Jones Bergamin, que assumiu a direção da Bolsa desde 1985, preferências estéticas e dinheiro caminham (quase sempre) juntos.

No leilão de fotografia realizado pela Bolsa, o curioso foi perceber o interesse do investidor pela fotografia contemporânea.

Entre as “encalhadas”, por exemplo, estava a belíssima paisagem do criterioso Adams.
Não houve quem pagasse pela obra os R$ 50 mil pedidos. Mas três obras de José Oiticica Filho foram vendidas por algo entre R$ 55 mil e R$ 60 mil. José Oiticica Filho

Também teve lugar para quem queria invstir pouco e levar para casa uma promessa de futuro.
O coletivo Cia de Foto (imagem ao lado), que vem arrebatando elogios, teve uma imagem da série “Valor do Espaço Urbano” leiloada por R$ 3,2 mil.
Uma pechincha, tanto quanto arrematar um Miguel Rio Branco por R$ 5,5 mil.

Confira aqui os últimos lances oferecidos pelas obras no catálogo da Bolsa de Arte.
Agora é só aguardar pelo próximo.
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