Polo de Fotografia

Archive for setembro \22\UTC 2008

Portraits

Posted by polodefotografia em 22/09/2008

O retrato está em alta em Londres. A galeria National Portrait Gallery, anunciou os quatro finalistas de uma competição que premiará novos talentos da fotografia.

O prêmio Taylor Wessing Photographic Portrait 2008 selecionou 60 retratos de um total de mais de seis mil imagens inscritas por 2,5 mil fotógrafos de todo o mundo.

Um dos finalistas é a fotógrafa britânica Lottie Davies (foto acima), que retratou na fotografia Quints o pesadelo de uma mulher que sonha estar grávida de quíntuplos.

Outro destaque da competição é o retrato Murdoch Reflects, do fotógrafo Tom Stoddart.
Na imagem, o britânico retrata o magnata da mídia Robert Murdoch em seu escritório na companhia News International. A imagem ilustrou uma matéria da revista Time sobre sua aquisição, por US$ 5 bilhões, da Dow Jones & Company.
O vencedor do prêmio, que será anunciado em 4 de novembro, receberá 12 mil libras (R$40 mil). As fotos selecionadas ficarão em exposição no National Portrait Gallery de 6 de novembro até 15 de fevereiro do ano que vem.

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Câmara Escura

Posted by polodefotografia em 15/09/2008

Em tempos de sobreposições de tecnologias digitais, artista alemã Vera Lutter buscou no início da história da captação de imagens fotográficas e resgatou a técnica da câmera escura. Hoje, ela já está sendo tratada por críticos como uma reiventora da fotografia.
Exageros à parte, faz bem aos olhos passear pelos lugares retratados por esta fotógrafa com a antiga técnica. As imagens estão à mostra na Galeria Max Hetzler de Berlim.

Vera Lutter produz fotos de grande formato em preto e branco.
O fascínio pela arquitetura, por meios de transporte e pelas estruturas industriais estão presentes nas imagens captadas por meio de um orifício na janela de um quarto ou de um contêiner, adaptados por ela como câmera escura, na prática uma pinhole gigante.

O tempo de exposição das imagens projetadas no papel fotográfico pregado na parede de sua “câmera” pode durar várias semanas.

O trabalho é essencialmente sobre a passagem do tempo.

E sobre a fixação do espaço para perdurar que perdure acima deste tempo.

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Posted by polodefotografia em 09/09/2008


Estava todo mundo lá…

De Ansel Adams, a Adriana Varejão. De Pierre Verger a Miguel Rio Branco.

Mas no primeiro leilão não beficiente de Fotografia, a festa da imagem premiou principalmente aquele que não se diz unicamente fotógrafo, já que pinta, esculpe, cola e pede para outros fazerem as fotos de suas obras: Vik Muniz.

Sua representação da belle de jour Catherine Deneuve em diamantes – imagem ao lado, capa do catálogo do leilão promovido pela Bolsa de Arte – teve o maior lance da noite (R$ 270 mil), mais de R$ 120 mil acima do lance esperado pelos organizadores.

É claro que o valor ainda está bastante aquém das cifras milionárias que as fotografias vêm atingindo no mercado mundial.


Mas demonstra um apetite renovador para este segmento, restrito até então às galerias de arte e funciona como um termômetro para saber a quantas anda a disposição do investidor para com a imagem fotográfica.

Pouquíssimas obras “encalharam”, ou seja, não foram arrematadas. Sinal de que a fotografia está em alta, pelo menos entre os investidores deste mercado que, ao contrário do financeiro, vai muito bem, obrigado. Adriana Varejão

Tanto que, o presidente da Bolsa de Arte, e organizador do evento, Jones Bergamin, já prevê para 2009 a realização de dois leilões de fotografia e não mais apenas um anual.

Em entrevista ao Pólo de Fotografia, Bergamin comentou que a demanda pela arte fotográfica já vinha sendo sentida nos leilões anteriores realizados bolsa, onde estavam presentes alguma mostra desta categoria.


Miguel Rio Branco

Isso motivou a separação da fotografia em um único certame para medir o real interesse pelas obras. E o tiro foi certeiro.

Criada em 1970, pelo empresário José Carvalho, a Bolsa de Arte vem, desde então, movimentando o mercado de artes brasileiro através da realização de leilões.

Jones Bergamin, que assumiu a direção da Bolsa desde 1985, preferências estéticas e dinheiro caminham (quase sempre) juntos.

No leilão de fotografia realizado pela Bolsa, o curioso foi perceber o interesse do investidor pela fotografia contemporânea.

Entre as “encalhadas”, por exemplo, estava a belíssima paisagem do criterioso Adams.
Não houve quem pagasse pela obra os R$ 50 mil pedidos. Mas três obras de José Oiticica Filho foram vendidas por algo entre R$ 55 mil e R$ 60 mil. José Oiticica Filho

Também teve lugar para quem queria invstir pouco e levar para casa uma promessa de futuro.
O coletivo Cia de Foto (imagem ao lado), que vem arrebatando elogios, teve uma imagem da série “Valor do Espaço Urbano” leiloada por R$ 3,2 mil.
Uma pechincha, tanto quanto arrematar um Miguel Rio Branco por R$ 5,5 mil.

Confira aqui os últimos lances oferecidos pelas obras no catálogo da Bolsa de Arte.
Agora é só aguardar pelo próximo.

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Americanos

Posted by polodefotografia em 06/09/2008

Há momentos decisivos, como diria Bresson.
Há fotógrafos definitivos para história da imagem contemporânea…
E há um livro que resume estas duas frases em 83 imagens. Decisivo. Definitivo.
Trata-se de The Americans, ou Americanos. Recebido com desconforto e hostilidade nos Estados Unidos na altura da primeira edição, ele já foi tratado como a súmula iconográfica da alma americana.
Traduziu como ninguém, e de dentro da sociedade americana, o american way of life.
De maneira brutal, diga-se de passagem. Seu autor, o suiço Robert Frank, cultuado ao longo de décadas, foi para a estrada arrancar esta história da formação da alma americana. e ganhou fama de “poeta trágico”.
Trouxe imagens em preto e branco que se traduzem em tristeza, desconforto, segregação e bandeiras, muitas bandeiras.
Um nacionalismo às avessas brota das páginas deste livro que acaba de receber mais uma reedição e merece sempre ser lembrado como grande obra.
De maneira mais do que apropriada, o beatnik Jack Kerouac escreveu o prefácio do livro. Em seu texto, frases célebres: “Depois de ver estas fotografias acabamos por já não saber se uma jukebox é mais triste que um caixão.”
As imagens foram capturadas entre 1955 e 1956 durante três viagens pelo interior dos Estados Unidos. Literalmente “on the road”, como no título do unânime e primordial livro de Kerouac, que traduziu a cultura beatnik, o livro agora ganha edição comemorativa do seu 50.º aniversário.
A carga dramática é sempre a mesma. Um soco no estômago para dizer apenas o comum. O trivial.
E se 83 imagens fizeram este “estrago”, fica aqui uma certa curiosidade (anti-editorialista) sobre o que mais continham as cerca de 28 mil fotografias que Frank tirou durante suas viagens.
Vale lembrar Kerouac, em “On the road”: “as únicas pessoas que me interessam são as loucas, as que são loucas por viver, loucas por falar, desejosas de tudo ao mesmo tempo, as que nunca bocejam ou dizem uma coisa do senso comum … mas queimam, queimam, queimam como rojões através da noite”.

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Posted by polodefotografia em 05/09/2008

A Fotografia está em cartaz até o dia 14 de setembro no Festival Internacional de Fotojornalismo Visa pour l’Image, considerado o mais renomado do mundo, na França.

Em sua 20ª edição, com cerca de 30 exposições pela charmosa Perpignan, no sul da França, o Festival faz um apanhado dessas duas décadas tando no trabalho de fotígrafos franceses que cobriram importantes eventos ao redor do mundo, como apresentado profissionais dos mais renomados e alguns desconhecidos do circuitão.

Também faz parte do evento a entreda do Visa de Ouro, que recompensará as melhores fotoreportagens realizadas no último ano nas categorias jornais diários internacionais, revistas, além do prêmio “News”, de 8 mil euros cada (cerca de R$ 19 mil).

O detalhe curisoso entre os curadores e os organizadores do prêmio é a regra mais do que explícita: “Fotografia artística não entra”

“Gostaríamos de lembrar que somos um festival internacional de fotojornalismo. Lidamos com acontecimentos atuais e não estamos interessados em fotografia artística”, disseram os organizadores.

Será realmente que é tão simples assim diferenciar uma e outra. O blog português Arte Photographica já levantou a bola com esta polêmica e citou o fato de Paolo Pellegrin (autor da imagem acima), por exemplo, estar presente tanto neste evento, quando no Rencontres d’Arles, outro festival francês, consagrado à fotografia artística por excelência.

Fica a sugestão para polêmica aqui também entre nossos leitores.

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