Polo de Fotografia

Notívago

Posted by polodefotografia em 02/05/2008

Um homem arrastando um carrinho de feira contendo um holofote e uma bateria para alimentá-lo, pelas ruas de São Paulo, à noite, causaria estranheza. Munido de uma polaroid e registrando geometrias silenciosas no meio do caos urbano ele deixa a estranheza para trás e a transforma em arte.
Foi assim que Cássio Vasconcellos – o homenageado do Pólo neste mês de maio com slideshow no canto esquerdo desta página – criou a série Noturnos, que já virou livro e exposições que fizeram do seu nome um dos mais conhecidos expoentes da fotografia contemporânea, não só nacional, como internacional.
Cássio Vasconcellos desenvolve sua pesquisa fotográfica desde a década de 80, e já participou de diversas exposições nacionais e internacionais, como no Stedelijk Museum – Holanda, Museo Nacional de Bellas Artes – Argentina, El Museo Del Barrio – EUA, Fundação Gulbenkian – Portugal, Palais de Tokyo – França, entre outros . Este ano expôs no Arte/Cidade Zona Leste e participou da Coleção Pirelli/MASP.
Depois de se concentrar nas fotografias noturnas de São Paulo, ele já iniciou no ano passado, a captação das imagens em outras capitais luminosas… como Paris, é claro (abaixo).


Além de inteferir diretamente nas cores captadas na cidade, com filtros para o seu holofote, lanternas e outros meios de exposição, o fotógrafo também se permite brincar com as cores no processo de impressão. A fotografia Polaroid, onde as cores surgem com uma saturação diferente do processo fotográfico convencional, passa por um scanner, e é então impressa em papel a base de algodão neutro, com tinta mineral que garante alta durabilidade.

No texto de abertura da série “Noturnos – São Paulo”, publicado em livro da editora Bookmark, o fotógrafo revela que todos os lugares fotografados foram escolhidos por suas possibilidades, independentemente da região, e sem obrigação nenhuma.

“Por opção, minhas fotos são silenciosas como a noite tende a ser. Não porque não há pessoas nelas, e sim porque a vida e a inquietação da cidade estão implícitas no cenário”, disse.

Antes de “Noturnos” , Cássio já havia se destacado, recebendo os mais variados prêmios e homenagens, por seus trabalhos com fotografias aéreas e panorâmicas, incluídas neste post. Em todas elas, estão presentes os recursos geométricos da urbanicidade que transformam locais em objetos, como no caso das linhas de trem que passam a ser um tear (ao lado).

O crítico e pesquisador de fotografia, Rubens Fernandes Júnior, bem o definiu como sendo : “minimalista e poético”. Incluiria por minha conta e risco: sereno e melancólico.
Simplesmente encantador

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