Boas vindas à Lomo…
Publicado por polodefotografia em 02/10/2009

Foi em 1999, quando eu tinha acabado de chegar em Londres, onde morei por quase três anos, que eu conheci a Lomo. Foi paixão à primeira vista.
Encomendei a LCA, um modelo com lente única, algumas opções de diafragmas de foco e fiquei ansiosa pela entrega dos correios.
Quando abri a caixa e me deparei com o livreto que vinha junto da câmera, percebi que aquela camerazinha seria uma grande diversão.
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Li imediatamente as 10 regras da lomografia e percebi que as propostas eram libertadoras. A transferência do olho para a mão era um novo desafio para mim e a sensação de não saber exatamente o que se enquadrava era muito “fun”.
A minha LCA virou minha companheira para desvendar aquele novo lugarfrio e solitário e foi fundamental para que eu pudesse deixar a timidez de lado e fotografar as pessoas na rua, no metrô, nos bares, em todos os lugares que eu ia.

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Eu sempre fiquei intimidada em apontar à câmera para alguém que eu não conhecesse e a minha nova câmera russa me permitiu fotografar como se fosse uma espiã, sem que as pessoas percebessem que estavam sendo fotografadas.
Podia finalmente fotografar sem me expor, e assim fiz um diário da minha experiência estrangeira. Vivi momentos incríveis como o dia anterior à abertura da Tate Modern (onde eu trabalhava) ao público, quando pude percorrer todas as galerias vazias dividindo o privilégio apenas com meu amigo Da Silva. 
Outro momento inesquecível foi um show da Björk cantando à capela, acompanhada de um quarteto de cordas numa igreja em Islington. Maravilhoso. 
Mas todo esse relato é para dizer que a Lomo finalmente está abrindo uma filial aqui no Rio, mais precisamente em Ipanema, ainda nesse mês de outubro. Contando agora com um leque de câmeras bem maior e variado, garante que a gente possa fotografar muito, trazendo uma proposta diferente das digitais compactas, onde tudo é conferido imediatamente após o click, afinal, Lomos usam filme!
(Claudia Tavares)